Nos anos 60, em conseqüência da redução na precisão dos altímetros barométricos à medida que a altura vai aumentando e em função do teto operacional das aeronaves daquela época, foram estabelecidos 600 m (2000 ft) para separar aeronaves voando acima do FL290 , estabelecido como nível de mudança de VSM.

Em meados da década de 70, a escassez mundial de combustíveis e a conseqüente escalada do aumento dos custos, aliadas ao crescimento das exigências para uma utilização mais eficiente do espaço aéreo disponível, enfatizaram a necessidade para uma avaliação mais detalhada da proposta para reduzir o VSM acima de FL 290.  

Em 1982, coordenados pelo Painel de Revisão do Conceito Geral de Separação (RGCSP) da ICAO, alguns países iniciaram programas para estudar de maneira mais abrangente a questão da redução do VSM acima do FL290 .

Em dezembro 1988, os resultados de tais estudos foram considerados pelo RGCSP em sua sexta reunião (RGCSP/6).  Após exaustivos estudos empregando os métodos quantitativos da avaliação de risco para dar suporte às decisões operacionais relativas a exeqüibilidade da redução do VSM, o nível do risco julgado aceitável foi denominado “nível de segurança satisfatório” (TLS) que é expresso em termos de 2,5 x 10-9 acidentes fatais por hora do vôo, em conseqüência dos erros técnicos (altimetria).  

Na sétima reunião do RGCSP (novembro, 1990), o Painel concluiu o material global de orientação para a implementação do mínimo de separação vertical reduzido (RVSM) de 1000 ft. O principal objetivo do material (Doc. 9574) foi fornecer os critérios, as exigências e a metodologia aos Grupos de Planejamento Regionais (RPG) para o desenvolvimento dos documentos, dos procedimentos e dos programas para possibilitar a introdução do RVSM em suas regiões.